sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Lei Portuguesa

Hoje li sobre o caso Esmeralda.

Este caso deixa-me triste! Triste pelo que esta criança vai sofrer.
Pergunto o que esteve a justiça a fazer neste 4 anos? O Pai pediu a custódia da criança quando ela tinha 1 ano.

Não entendo todos os detalhes deste processo, mas também não entendo porque nunca é considerada uma “custódia partilhada”. Não pode esta criança receber amor de 3 pais?!
Há famílias ditas normais que de certeza funcionam pior do que esta poderia funcionar. Porque não conseguem, por amor, fazer um esforço?!

A lei em Portugal é muito estranha e humanizada é coisa que não é de certeza. Quando o Hugo nasceu, na maternidade nasceu, entre outras crianças um bebé que a mãe biológica queria dar para a adopção. Estava lá a assistente social e uma freira (provavelmente do lar para onde a criança iria). Na altura perguntei, e continuo a perguntar, porque é que sabendo o destino daquele bebé, não estava já lá a mãe adoptiva a recebe-lo? Quando o meu bebé nasceu veio para o meu colo e aquele bebé porque não foi para o colo da mãe adoptiva?! Fiquei a saber mais tarde que a lei permite à mãe biológica “mudar de ideias” nos próximos 6 meses!
A lei defende os pais, não as crianças!

Bjs

6 comentários:

  1. A justiça é cega, e não devia, pelo menos nestes casos, devia "abrir os olhos", ter coração, pensar no bem estar de seres indefesos que só precisam de amor, que nada percebem de leis, mas que em ultima instância são os que mais sofrem.
    A adopção neste pais... olha nem consigo definir o que sinto. Dá-me raiva só de pensar nisso. Conheço um casa que adpotou um rapaz. Tinha 3 anos quando iniciaram o processo, só foi para casa deles com seis ?!?! Só mesmo neste pais é que se deixa crianças a crescer em instituições, com tanta gente a querer adoptar.

    Beijinhos

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  2. O tema do dia estou a ver...é mesmo como dizes...a lei pensa nos pais e não nas crianças...elas têm um futuro, têm muito desenvolvimento pela frente, precisma mesmo de um lar, de pais que cuidem delas, que permitam que cresçam seguras, psicologicamente fortes e acima d etudo amadas. Qual é a lógica de dar um filho para adopçãp e 6 meses depois decidir que afinal o querem? Raios parta as leis deste pais, a ineficácia da justiça...o mau funcionamento de tudo. Acima de tudo merdinha para as pessoas que decidem sem seuqer pensar na propria crianças. beijinhos

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  3. Infelizmente é uma realidade que não me parece que vá mudar tão cedo.

    Beijinhos

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  4. Por isso é que tanta vez digo que vivemos num país do terceiro mundo...

    È uma tristeza e faço das tuas palavras minhas porque tanta vez já pensei o mesmo...

    Bjnhos

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  5. Há coisas que me revoltam tanto que até me custa comentar...

    A Lei não está a favor das crianças, nem por sombras! Como é que é possível existirem tantas crianças, quase adolescentes, há espera de serem adoptados apenas por burocracias...

    Não entendo, por muito que tente...

    Beijinhos

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